Todos os meus versos são um apaixonado desejo de ver claro mesmo nos labirintos da noite. O amor da transparência é a minha fraqueza, mas a minha força também.
Quanto a mim, gosto das palavras que sabem a terra, a água, aos frutos de fogo do Verão, aos barcos no vento; gosto das palavras lisas como seixos, rugosas como o pão de centeio. Palavras que cheiram a feno e a poeira, a barro e a limão, a resina e a sol.
Eugénio de Andrade, Poética,
introdução ao folheto da exposição
"Eugénio de Andrade - 30 anos de trabalho",
que teve lugar de 22 de Outubro a 5 de Novembro de 1976
2 comentários:
Gosto muito dos poemas de Eugénio de Andrade :)
Eugénio de Andrade será sempre um grande poeta (:
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