A desmaiada natureza, coberta de verde-morto, típica do Outono que já dura há tempos reporta-nos às lembranças. Só o rio lhe dá um toque de frescura e evidencia a pureza de toda a paisagem. Os nossos olhos prendem a atenção num velho vagabundo que se resguarda numa cabana improvisada. Tem um cão como companheiro e uma cruz cristã como seu único pertence e objecto da sua fé. O enorme penedo que se ergue por trás desta cena abriga-o do frio que, a cada instante, se agrava. E, no entanto, aquele homem é mais rico que muitos outros que se vêem por aí.
1 comentário:
foste tu que escreveste? esta muito bom!
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