"Lentamente, tentando passar despercebida, a escuridão da noite começa a desaparecer, dando lugar a uma claridade ainda fraca. Começo a perceber que já deixei o meu estado de sono profundo, passando a estar quase consciente. Com uma lentidão de preguiça, os meus olhos deixam a imagem de negro e autorizam a entrada da luz. Ainda no meu estado de dormência, levanto-me, sentindo os meus músculos da perna a esticar.
Olho pela janela. Lá fora o céu começa a ter alguns tons de rosa. A linha do horizonte aparece. O mar parece calmo e as gaivotas sobrevoam-no procurando alimento.
Eu, encostado ao parapeito frio da janela, observo este cenário efémero. Estou noutro mundo.
O sol, no horizonte começa a revelar-se, as poucas nuvens no céu adquirem tons encarnados, transformando esta imagem tão perfeita que nem o melhor pintor do mundo conseguiria captar a sua essência suave.
Impulsivamente, saio pela janela, caindo sobre a areia, ainda fria da noite, e vou até à beira-mar. Sento-me a uma pequena distância da água. O sol desloca-se vagarosamente, um movimento quase imperceptível, tomando o seu lugar no céu.
Fecho os olhos. Ouço o som do mar e das gaivotas, passando através de mim. Sinto uma brisa suave e fria que me provoca um arrepio. Sinto um frio que me percorre subindo dos meus pés, atravessando todo o meu corpo.
Abro os olhos. Inconscientemente tinha-me levantado e tinha-me dirigido para a água. Sinto as minhas pernas enrijecerem com a água gelada, que é, apesar de tudo, calmante.
Novamente fechos os olhos. Sinto o cheiro do mar, ouço os sons do mar, sinto o sabor do sal nos meus lábios.
Subitamente, uma luz forte abate-se sobre mim, obrigando-me a abrir os olhos. Finalmente, eu acordo."
Olho pela janela. Lá fora o céu começa a ter alguns tons de rosa. A linha do horizonte aparece. O mar parece calmo e as gaivotas sobrevoam-no procurando alimento.
Eu, encostado ao parapeito frio da janela, observo este cenário efémero. Estou noutro mundo.
O sol, no horizonte começa a revelar-se, as poucas nuvens no céu adquirem tons encarnados, transformando esta imagem tão perfeita que nem o melhor pintor do mundo conseguiria captar a sua essência suave.
Impulsivamente, saio pela janela, caindo sobre a areia, ainda fria da noite, e vou até à beira-mar. Sento-me a uma pequena distância da água. O sol desloca-se vagarosamente, um movimento quase imperceptível, tomando o seu lugar no céu.
Fecho os olhos. Ouço o som do mar e das gaivotas, passando através de mim. Sinto uma brisa suave e fria que me provoca um arrepio. Sinto um frio que me percorre subindo dos meus pés, atravessando todo o meu corpo.
Abro os olhos. Inconscientemente tinha-me levantado e tinha-me dirigido para a água. Sinto as minhas pernas enrijecerem com a água gelada, que é, apesar de tudo, calmante.
Novamente fechos os olhos. Sinto o cheiro do mar, ouço os sons do mar, sinto o sabor do sal nos meus lábios.
Subitamente, uma luz forte abate-se sobre mim, obrigando-me a abrir os olhos. Finalmente, eu acordo."
[ texto do Pedro, durante a aula de Filosofia... ;) ]
2 comentários:
hum, tem jeito o rapaz!
Lindo :')
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