"Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!"
Marilyn Monroe

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A Melhor Dedicatória de Sempre ;D



“Há muito, muito tempo atrás (sensivelmente 3 anos), foi formada uma grande turma de 28 alunos, na escola D.pedro IV, à qual os senhores donos da escola deram o nome de 7º E.
Nessa altura não se conheciam todos, por isso havia uma enorme angústia, por parte dos membros dessa turma, em fazer novas amizades. No entanto, nem todos tinham essa angústia.
Estavam no início do ano e era preciso formar grupos para a aula de área de projecto e como ainda não se conheciam bem, não foi fácil. Começaram a juntar-se dois a dois, no entanto sobravam alguns membros da turma. Entre eles estavam duas rapariguinhas, que à vista de todos pareciam bem diferentes: uma era baixinha e loira; a outra era alta e morena.
Foi então que a menina morena decidiu juntar-se à menina loira, que estava sentada a um canto sem dizer uma única palavra, como se estivesse noutro Mundo, noutra dimensão. E assim fez. Foi falar com ela e formaram um grupo. Mas o que elas não sabiam, era que para além daquele grupo, elas iriam formar também uma amizade. Uma amizade que duraria desde esse momento para sempre.
A partir dessa iniciativa, as meninas começaram a falar mais, a contar coisas uma à outra, a desabafar, ... É claro que não eram só as duas, pois havia outras meninas que se lhes tinham juntado.
Passado um ano, os senhores donos da escola, decidiram mudar o nome da turma, passando assim a chamar-se 8º E.
Agoram as duas meninas estavam mais unidas. Partilhavam os momentos bons e os menos bons. Riam juntas, passeavam juntas, almoçavam juntas, faziam maluquices juntas...
No entanto, uma rajada de vento fez com que um ano passasse tão depressa como um TGV.
E então, os senhores donos da escola, tiveram, outra vez, de dar outro nome à turma, passando a chamar-se 9º E.
Neste ano, as meninas decidiram ficar na mesma mesa, para que pudessem também estudar e escrever bilhetes juntas.
Resolviam os problemas ajudando-se mutuamente. Os problemas que a vida às vezes pode apresentar. Mas eram problemas, não obstáculos de 100 000 metros que fossem incapazes de ultrapassar.
E passados três anos, apesar de as meninas continuarem a parecer muito diferentes aos olhos de toda a gente, elas descobriram que não eram assim tanto.
Ambas gostavam muito de ler. Eram as duas muito teimosas, carinhosas e bem dispostas. Mas também tinham diferenças, porque não tinha graça se fossem como dois pintos que nem se distinguem à nascença.
A menina loira quando se irritava falava muito alto (quase aos guinchos) e muito depressa. A menina morena era mais difícil de se irritar, pois era mais calma e paciente. Esta última, era persistente e bastante ‘picuinhas’ e a outra não se importava nada que lhe escrevessem, ou mesmo riscassem os livros todos, coisa que a menina morena não deixaria que acontecesse nem que a vaca tossisse.
E chegaram assim ao final do 3º ano e cada uma tinha que seguir o seu caminho.
Mas talvez os senhores donos da escola devessem mudar outra vez o nome da turma, passando agora a chamá-la não de 10º E, mas de de ‘família’. Uma família com muitos tios e tias, primos e primas em 2º e 3º graus que mesmo sem falarem, continuavam a gostar muito uns dos outros e formavam uma família unida e divertida.
Moral da história: a menina morena, não teria oportunidade de ter escrito esta história se a menina loira não tivesse dado opotunidade de a conhecer tão bem. Se não lhe tivesse ensinado a atirar-se mais de cabeça, sem ter de calcular todos os perigos e possibilidades antes de dar um passo numa estrada longa que percorremos dia-a-dia. Se não lhe tivesse ensinado coisas que nunca ninguém lhe tinha ensinado antes. Mas principalmente se não lhe tivessem ensinado a crescer. A crescer como uma flor, que ela regava todos os dias com um bocadinho de carinho, paz e amor.
Às vezes a menina loira dizia à menina morena que ela era especial, mas isso acontecia porque ainda ninguém inventara um espelho que nos mostrasse a aparência interior de uma pessoa porque se existisse ela perceberia porque motivo é que tanta gente a adora como ela é. Veria a pessoa espetacular que ela é.
A amiga que tem sempre o ombro pronto para abafar os soluços, os braços prontos para apertar alguém e as palavras prontas sempre que alguém necessita delas.
Mas se esse espelho existisse realmente, partiria assim que a avistasse, pois não caberiam lá dentro todas as suas virtudes e qualidades!
A amizade é como uma planta, que necessita de sol, amor e terra para sobreviver. E estas duas meninas conseguiram que esta amizade crescesse e nunca morresse, porque perceberam que as duas formavam um só (o MÁXIMO) e que assim, nunca poderiam ser separadas. Nunca, nunca, nunca...”

Andreia Sofia
[Escrita pela minha MÁXIMA,
no dia 6 de Junho de 2008.
^^ És tanto, miúda!]

2 comentários:

Catarina de Carabá disse...

Está lindo o texto =')

Parabéns pela vossa amizade!

Rosie disse...

ai que o teu texto inda esta maior que o meu. vou-me zangar com a menina andreia! ;D

mas esta tao gira a dedicatoria....!

tens desafio no meu blogue!
beijinhos