“Lacy estava habituada a segurar uma vida nova nas mãos, e não a senti-la esvair-se do corpo que estava nos seus braços. Era apenas uma outra transição – da gravidez ao nascimento, da criança ao adulto, da vida à morte – mas havia algo ainda mais difícil em separarmo-nos do animal de estimação da família, como se fosse um disparate ter sentimentos assim tão fortes por um ser que não era humano. Como se admitirmos gostar de um cão – que estava sempre debaixo dos nossos pés, a arranhar o cabedal e a deixar rastos de lama dentro de casa – tanto como gostamos dos nossos filhos biológicos fosse uma tolice.Mesmo assim.
Aquele era o cão que tinha deixado estóica e silenciosamente um Peter de dois anos montá-lo como um cavalo à volta do quintal. Aquele era o cão que tinha deitado a casa abaixo a ladrar quando Joey adormeceu no sofá enquanto estava a fazer o jantar, até o forno estar em chamas. Aquele era o cão que se sentava debaixo da secretária aos pés de Lacy em pleno Inverno enquanto ela respondia aos seus e-mails, partilhando o calor da sua barriga pálida e rosada.”
Dezanove Minutos,
Jodi Picoult
4 comentários:
Tu gostaste do livro e já me puseste curiosa! Será uma futura leitura, quase de certeza ^^
beijinhó
Belo post ^^
Bué querida. Fiquei curiosa (:
está um selo no meu blog à tua espera :D
beijinho
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