Amo-te. A sério. Amo-te. Amo-te muito. Lembro-me de tudo o que passámos juntos. Como pude não reparar logo? Como pudeste não reparar? Como pude deixar que sofresses tanto? E custava-me ver-te assim. Andavas triste. Às vezes, quando olhava para ti, sem reparares, via que já não tinhas aquele brilhosinho nos olhos que eu tanto adoro. Mas quando falavas comigo... quando ficávamos olhos nos olhos... Oh! Quando ficávamos olhos nos olhos os teus brilhavam tanto! Eram, para mim, naquela colónia, como o brilho da lua na noite. E os meus olhos tambémbrilhavam. Por causa dos teus. Por causa do teu sorriso. Por causa da tua cara serena que me conhecia como ninguém e me conseguiu adorar com todos os meus defeitos (são tantos!) e qualidades, como eu realmente sou. Acredita, não fiz por mal. Acredita, meu amor, se pudesse voltar atrás para alterar só uma coisa que fosse, seria a dor que te causei. Como te magoei... E agora percebo que te amei. Que te amava. Que te amo! Morro de saudades dos teus abraços. Morro de saudades do teu enorme “Bom dia!”. Morro de saudades das tuas mãos a acariciarem-me o cabelo, a face, a aquecerem-me quando reclamava com frio. Morro de saudades do teu jeito especial de me cumprimentares. Tinhas uma maneira engraçada de me dar beijinhos na cara. Punhas-me sempre a rir. E a sorrir. Lembro-me de, mesmo sem nos conhecermos ainda bem, me ajudares a ultrapassar os meus medos. E venci-os quase sem dar por isso. Adorei a volta de mota de àgua. Só me apetece repetir. Como me puseste a sorrir enquanto falávamos de um tema tão triste e tão doloroso para nós dois? Como? Lembro-me muito bem dessa conversa. Cada vez que penso em ti, lembro-me desse episódio, no autocarro. E de outra conversa na praia em que pouco mais ficou na minha memória senão a tua expressão. Recordo-me de, no último dia, ter ido ao pé de ti para te mandar água. Não estava a gostar da maneira como me ignoravas. Lembro-me de, num dia em que estavas particularmente triste, ter sido a primeira pessoa a conseguir arrancar-te um sorriso. Recordo-me de almoçarmos quase todos em cima uns dos outros naquela enorme varanda super estreita! Lembro-me de andar atrás de ti com a máquina fotográfica a que gostavas de fugir... Recordo-me de TUDO! E lembro-me sempre deste amor...
2 comentários:
nao fiques triste porque ja passou, sorri porque aconteceu :D
Há sempre um 1º amor, mesmo que nós pensemos que não tenha sido o 1º.
E esse amor nunca se esquece.
Não sei se é este o caso, mas o primeiro verdadeiro amor costuma também ser o único.
Luta pela tua felicidade e segue o teu coração, é o único conselho que te posso dar :)
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