"Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!"
Marilyn Monroe

quarta-feira, 4 de março de 2009

Equador

Andei a ler o livro Equador, de Miguel Sousa Tavares, e até gostei. Não é bem o tipo de história que me cativa, mas é de leitura fácil e acessível a (quase) todas as idades. Ao longo do livro fui tirando algumas anotações e, quando cheguei ao fim (que, a propósito é completa e totalmente inesperado!) vi que estava cheio de considerações interessantes:




→ “Depois de as coisas acontecerem, é quase irresistível reflectir sobre o que teria sido a vida se se tem feito diferente.”


→ “...não estou convencido de que a redução da dimensão dos problemas acrescente a grandeza das nações.”


→ “na vida, ou se faz alguma coisa de verdadeiramente importante ou é melhor não fazer nada.”


→ “todos os homens nascem livres e iguais, (..) só a inteligência, o trabalho e o esforço – vá lá, a sorte também – poderiam fazer a legitima diferença.”


→ “...quem fez o mundo foi Deus e não os homens. Foi ele que fez ricos e pobres, pretos e brancos, e certas coisas, na obra divina, não está na mão dos homens alterar. Com efeito: certas coisas não poderiam nunca ser mudadas. Mas também «com efeito (...) haverá sempre infelizes, mas que é possível deixar de haver miseráveis».”


→ “A malária é como uma viúva negra que assombra e assalta sem aviso os vivos e saudáveis, fazendo descer sobre eles uma escuridão que apaga a luz do dia.”


→ “Às vezes, quando se é amigo, o melhor é fingir que não se vê aquilo que não deve ser visto, por mais que isso nos custe. Em nome da amizade ou em nome de outras coisas mais difíceis de explicar. Mas cabe aos outros entender que estamos apenas a fingir que não vemos.”

→ “(...) a vida ensinou-me que a nossa capacidade de resistência e de sofrimento é sempre maior do que supomos.”


→ “Um amigo é alguém de cuje presença se gosta, por quem se tem admiração, em cuja companhia se aprende.”


→ “O ciúme é irracional: alimenta-se do seu próprio sofrimento e é como se só conseguisse saciar-se e acalmar-se quando tudo o que de pior imaginou se torna real e nítido e visível. O ciúme é uma dúvida doentia que cresce como um cancro e a que só a certeza de já não haver lugar para dúvidas pode trazer, pelo menos, o bálsamo de pôr fim a essa angústia, a esse enxovalho de viver permanentemente à procura dos sinais da traição. Quanto mais chocante for a evidência, quanto mais real for o real da traição, mais o ciúme se sente compensado, redimido, quase digno de respeito.”





Também encontrei dois poemas de Costa Alegre de que gostei bastante:



“A sombra, cor do meu corpo,
Segue o teu corpo na rua:
Longe ou perto, como a sombra,
A minha alma segue a tua.”



“Se os escrevos são comprados,
Ó branca de além do mar,
Homem livre, eu sou escravo,
Comprado por teu olhar.”

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