Inês. Muito prazer.
Quero sair destas quatro paredes, saltar lá para fora e viver. Viver novas coisas, novas experiências, conhecer novas pessoas, novas realidades, novas culturas, novos sítios. Se forem melhores que aquilo que já vi, serão o Paraíso; se forem piores, serão o Inferno. Se forem o Paraíso vão acabar depressa demais, mas deixar-me-ão com um sorriso nos lábios de cada vez que me lembrar. Se forem o Inferno, irão demorar a passar. Mas tornar-me-ão mais forte e, provavelmente, mais solidária. Sei que, de qualquer das formas, me irão fazer crescer. E é por isso que as desejo.
Sou também a pessoa, que, às vezes, acorda e pensa “Este dia vai ser bom. Porque eu quero que seja.” E depois de me levantar da cama vejo que o dia é realmente bom. Mas também sou a raparigaque se pode tornar tímida e esconder o sorriso no autocarro porque, apesar de me apetecer sorrir, todas as outras pessoas que vão ‘a bordo’ me fazem sentir culpada por tal vontade.
Sou uma adolescente cheia de dúvidas sobre tudo. Não sei se estou bem em Ciências e Tecnologias ou estaria melhor em Humanidades. Não sei se prefiro Psicologia ou Engenharia do Ambiente. Não sei se acredito em Deus, no destino, no karma. Não sei se me quero apaixonar para poder sentir tudo o que esse estado de espírito nos tráz ou se, pelo contrário, prefiro não ter mais ilusões com consequentes desilusões. Não sei nada, no fundo. “Só sei que nada sei.”
E pronto. Isto sou eu. E muito mais, claro. Mas nunca caberia tudo numa página, pois há sempre muito para dizer sobre tudo.
4 comentários:
entao tu andas na catequese e nao sabes se acreditas em deus????
olha, eu ca nao acredito, nem em deus, nem nos santinhos todos. (mas fiz a primeira comunhao :$)
Também sou um pouco como tu. Quanto mais penso que sei, tenho menos certezas sobre tudo..
Prazer em conhecer-te Inês! :)
O interessante do caminho que todos trilhamos é que o caminho está sendo percorrido dentro de nós mesmos. O destino é cada vez o auto-conhecimento. Quem somos? O que gostamos? O que sonhamos? Porque amamos? No que acreditamos? São perguntas que vão se tornando claras com o passar do caminho. O importante em não se saber é que temos a consciência do fato que não compreendemos.
Abraço,
R.Vinicius
aquilo do sorriso no autocarro... tem muito que se lhe diga... Compeendo-te, mas não tens que reprimir o teu sorriso, pq ao sorrires estás a mostrar aos outros como é bom viver, e, possivelmente, a melhorar o dia de outras pessoas
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