Depois de termos passado a primeira noite muito mal dormida, num autocarro, estávamos ansiosos para saber onde íamos dormir na próxima noite. Chegamos a Madrid e paramos em frente a um pavilhão desportivo. Tudo bem. Entramos e vemos um campo de futsal ocupado com cerca de 400 italianos. Sim, só italianos. Não era bem o que se esperava. Toda a gente tinha previsto que íamos ter um espaço só nosso, o que não era bem o caso. Dormimos lá nessa noite.
No dia seguinte os animadores do grupo arranjaram outro sítio para nós. E então lá pegamos nas malas e sacos de cama e fomos rua acima até um colégio na Atocha. Aqui tomamos o melhor banho da viagem. À noite, quando chegamos, estavam cerca de 35ºC, os únicos banhos que havia era no campo de basket do colégio, ao ar livre, com mangueiras e chuveiros improvisados, a água era gelada mas soube lindamente bem. Entretanto, umas raparigas descobriram umas baratas ao pé dos WC. Não havia muita gente com vontade de dormir ao pe das baratas, então pegámos nos sacos de cama e fomos dormir para a rua, já que estva tanto calor. Aí dormiu-se muito bem, até que choveu, a meio da noite e só tivemos tempo de pegar nas coisas o mais rapidamente possível e levá-las para dentro do colégio, sem nos interessarem mais as baratas, e dormimos nos corredores.
Depois desta noite atribulada decidiu-se que também estava fora de questão ficar a dormir ali. E então pegamos de novo na trouxa e voltamos para o ginásio, mas desta vez ficamos no andar do cima, onde estavam as bancadas e um bom espaço amplo. Dividiram raparigas e rapazes e tínhamos 4 casas-de-banho, muito espaço e muitas fichas para recarregar telemóveis, máquinas fotográficas, etc.
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