"É por isso que não gosto de olhas para fotografias antigas: se alguma coisa elas reflectem, não é a felicidade, mas sim a traição - quando mais não seja, a traição do tempo, a traição daquele mesmo instante em que ali ficámos aprisionados no tempo."
No teu deserto, Miguel Sousa Tavares
Muitas vezes sinto essa necessidade de registar os pedaços da minha vida. E então pego na máquina fotográfica de cada vez que vou para sair de casa - e às vezes dentro de casa. E é também dessa necessidade de registar todos os pedaços de mim que resulta o meu diário, o meu blog, os meus álbuns de fotografias, a minha compilação dos meus textos, o meu Livro dos Livros, as disquetes com antigos trabalhos de escola e algumas imagens que quis guardar.
E sonho muitas vezes, também, que daqui a muito tempo, quando eu já não existir, quando este tempo já fizer parte da história há muitos e longos anos, que talvez alguém descubra um dos meus pequenos pedaços e que se interesse de alguma forma pela minha escrita, pelas minhas imagens, pelos livros que li... E talvez assim alguns pedaços de mim consigam ser imortais. E irei prolongar estas colectâneas de pedaços meus. Na esperança que quando se perderem no tempo e na vida possam ser (re)descobertos.
(E também já acabei o No teu Deserto...)
3 comentários:
e que tal o livro ? eu achei-o excelente ! :D
Eu adoro fotografias... Eu adoro memórias :D
Acho que a fotografia é uma maneira tão bonita de nos expressarmos e o que nos vai na alma. Não existem 2 fotografias iguais, mesmo que seja a mesma paisagem na mesma altura, trismitem sempre algo de diferente :)
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