"Enquanto lutava, via as pessoas falar em nome da liberdade, e quanto mais defendiam este direito único mais escravas se mostravam (...). Escravos de uma vida que não tinham escolhido, mas que tinham decidido viver - porque alguém acabou por convencê-los de que aquilo era o melhor para eles. E assim seguiam os seus dias e noites iguais, em que a aventura era uma palavra num livro ou uma imagem na televisão sempre ligada, e, quando qualquer porta se abria, diziam sempre: "Não me interessa, não tenho vontade."
Como podiam saber se tinham vontade, se nunca experimentaram? Mas era inútil perguntar: na verdade, tinham medo de qualquer mudança que viesse sacudir o mundo a que estavam habituados."
O Zahir, Paulo Coelho
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