É uma filosofia que tenho desde que me lembro: arranjar significados para tudo. Para o que concordo, o que não concordo, o que me magoa, o que me faz feliz, o que compreendo e sempre para o que não compreendo. E isso faz-me sentir melhor. Mesmo que não faça sentido para mais ninguém, é a minha justificação e a minha forma de ver o Mundo. Até porque eu acredito na verdade subjectiva: cada um tem a sua.
Tenho muitas teorias destas, que nunca contei a ninguém, que nunca ousei pôr em papel com receio que sejam descobertas e talvez ridicularizadas. A morte, por exemplo, não tem o mesmo significado para toda a gente. Como sou católica cresci com a ideia do Céu e do Inferno, mas à medida que fui desenvolvendo a minha capacidade de interpretação/criatividade/imaginação fui acreditando que o que nos acontece depois da morte é aquilo que acreditamos que acontece. Quem acredita no Paraíso e no Inferno vai para um ou para outro, tal e qual como n' A Barca do Inferno do Gil Vicente; quem acredita na reencarnação é reencarnado e assim sucessivamente.

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